Ouro Fino


Ouro Fino é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2007 era de 31.154 habitantes.

Ouro Fino está numa região montanhosa, sendo cortada por vales, com altitudes variando entre 800 e 1600 metros (sede municipal a 908 metros de altitude).

Seu clima é tropical de altitude, com verão chuvoso e ameno e período seco no inverno, com noites e madrugadas frias. Temperatura média anual de 18C, com máximas de 34°C no verão e -2°C no inverno.

Ouro Fino está localizado próximo a grandes centros urbanos, distando 190 quilômetros de São Paulo (via Fernão Dias), 130 quilômetros de Campinas e 58 quilômetros de Pouso Alegre. Localiza-se próximo ao circuito das águas paulista, estando a 40 quilômetros de Águas de Lindóia e 55 quilômetros de Serra Negra.

Interesses turísticos:

  • Cachoeira do Tabuão – situada no Bairro do Tabuão, de águas negras, formada por diversas quedas d’água.
  • Malhas – Ouro Fino é uma das cidades que integram o circuito das malhas. É considerada pela elite da moda brasileira, como uma das melhores fornecedoras das belas peças de todo o circuito.
  • Montanhas e matas preservadas.
  • Grande estátua do Menino da Porteira, com mais de oito metros de altura.
  • Foi nesta cidade que se assinou o Tratado café com leite durante a República Velha.
  • Tradicional Festa Italiana que ocorre todos os anos no dia 1˚ de Maio.
Historia

No ano de 1746, os bandeirantes aportaram na região do Vale do Sapucaí, que compreende atualmente o sul de Minas Gerais e o leste de São Paulo, em busca de ouro, pois as jazidas supunham-se abundantes. Um destes bandeirantes, o sertanista Ângelo Batista, natural de Pindamonhangaba (SP), descobriu ouro nos ribeirões de Ouro Fino, Santa Isabel e São Paulo. Começa uma disputa entre as capitanias de Minas e São Paulo pela posse da região. O Guarda-Mor (nome dado ao responsável pela região) regente do Sapucaí, Francisco Martins Lustosa, português de origem, fundou o arraial de Ouro Fino e edificou a capela de São Francisco de Paula, que acabaria por ser elevada a paróquia, em 8 de março de 1749, por iniciativa do governador do Bispado de São Paulo, D. Luís de Mascarenhas, ao qual estava vinculada a região no período e que dava todo o apoio ao Guarda-Mor no sentido de garantir a posse para a Capitania de São Paulo.

Porém, os limites entre as capitanias de Minas Gerais e São Paulo não estavam bem definidos. Em setembro daquele mesmo ano, a então novíssima Ouro Fino já passara a pertencer ao território mineiro, por ordem do rei de Portugal , D. João V, atendendo à solicitação do regente de Minas, Gomes Freire de Andrade. Temendo represálias da antiga administração, Lustosa mudou-se para a atual cidade de Curitiba (PR), onde faleceu. Em 16/03/1973, suas cinzas foram transladadas para Ouro Fino.

O arraial de Ouro Fino ficou sob jurisdição da vila de São João Del Rey e depois, em 1799, da vila de Campanha. Em 1831, foi criado o município de Pouso Alegre, ficando Ouro Fino pertencente a ele, como distrito, até 22 de julho de 1868, quando foi elevado à condição de vila. Tal situação durou até 4 de novembro de 1880, quando foi elevada à categoria de cidade. Em 16 de março de 1881, ocorreu a instalação da Câmara Municipal e foi eleito seu primeiro presidente. Estabelecia, então, as condições necessárias para a criação da Comarca , fato que se confirma em 4 de novembro de 1888 , mas oficialmente instalada no governo republicano, em 26 de setembro de 1890. O município de Ouro Fino englobou também os distritos de Campo Místico (atual Bueno Brandão), Jacutinga e Monte Sião, que posteriormente tornaram-se emancipados.

Ouro Fino atualmente é formado, além do perímetro urbano, pelo distrito de Crisólia e mais 57 bairros espalhados pela extensa área do município. Se o impulso inicial que deu origem à cidade foi a busca do ouro em meados do século XVIII, o real salto econômico da cidade se deu no século XX, quando a cafeicultura se expandiu. O café se tornou um dos principais produtos de exportação do Brasil e proporcionou ao município um aumento de suas atividades econômicas e sociais.

Com o arrefecimento da demanda internacional pelo café brasileiro, a cidade deparou-se com a necessidade de diversificar sua atividade econômica. O comércio e, recentemente, a industrialização foram os caminhos encontrados e, gradualmente, as feições do município foram se alterando. Atualmente, a administração municipal incrementa um outro setor – o turístico – em virtude do grande potencial da região e da proximidade dos grandes centros urbanos, aproveitando o fato de que o turismo é, no mundo, um dos maiores geradores de renda da atualidade e vem recebendo investimentos significativos no Brasil. Considerada cidade histórica, conforme a lei 8.181, de 28 de março de 1991, Ouro Fino recebeu da EMBRATUR o selo de Município Prioritário ao Desenvolvimento do Turismo, em 1997 e 1999.

OURO FINO HOJE
Ouro Fino tem história. E muitas. São 262 anos que fazem do município uma das mais antigas cidades mineiras. Mas é na Ouro Fino de hoje que se pode sentir a pujança do crescimento de uma cidade que alia desenvolvimento com qualidade de vida.Integrando o próspero Circuito das Malhas sul mineiro, o antigo arraial que possuía ouro cresceu e conquistou posição de destaque no país. As razões são muitas. O impulso inicial se deu no início do século passado, quando a cafeicultura proporcionou seu primeiro grande salto econômico. O forte era plantar café e ainda hoje as grandes plantações fazem de suas montanhas belas paisagens a serem admiradas, gerando emprego e mantendo a população rural.De rico município agrícola há mais de um século, Ouro Fino conserva um patrimônio arquitetônico invejável. As ruas de paralelepípedos, os detalhes dos casarões centenários e o cuidado com sua história fizeram com que a cidade se transformasse em Município Prioritário ao Desenvolvimento do Turismo, chancelado pela EMBRATUR, em 1997 e 1999. Mas um pouco antes disso, quando o cantor Sérgio Reis gravou a canção “Menino da Porteira”, de Teddy Vieira e Luizinho, a cidade ganhou fama nacional. Quem não se lembra dos versos: “Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino, de longe eu avistava a figura de um menino” ?
Hoje quem chega à cidade também avista de longe a figura de um menino. Trata-se de um monumento esculpido em concreto, medindo dez metros de altura e pesando dez toneladas. Na mega escultura estão a famosa porteira e o sorridente menino que transformaram Ouro Fino em celebridade nacional. “Foi uma homenagem à nossa história, aos autores e cantores”, declara José Américo Buti, Prefeito Municipal já na sua segunda gestão. Por todas essas razões, econômicas e culturais, a cidade se tornou um forte pólo turístico do Sul de Minas e o número de visitantes cresce a cada dia. Muitos deles querem boas compras, encontrando na indústria de malhas local uma excelente opção para se comprar direto das fábricas. Hoje a cidade já é procurada por atacadistas que encontram um comércio em franco crescimento.

A industrialização – sem perda da qualidade de vida -, o potencial turístico do município e a localização privilegiada, bem próxima dos grandes centros urbanos (São Paulo – Belo Horizonte – Rio de Janeiro), fazem com que Ouro Fino seja cidade de destaque no atual contexto brasileiro.

As belas paisagens naturais, banhadas por cachoeiras e rios e a imponente Pedra do Itaguaçu, com fauna e flora preservadas proporcionaram, nos últimos anos, a prática do ecoturismo. Trilhas, cavalgadas e passeios por esta bela Ouro Fino vão deixar saudade. Experimente.

Experimentando, visite também a Igreja Matriz, antiga igreja erguida em homenagem a São Francisco de Paula, que abriga o Museu de Arte Sacra, único museu sacro do Sul de Minas. E gostando tome o bom café ouro-finense, torrado e moído na hora, ouvindo histórias e saboreando delícias da culinária típica mineira. E se ainda assim você não se sentir mineiro, fale como o famoso poeta Gildes Bezerra, paraibano de nascimento e mineiro de coração, “Quando eu morrer quero virar Minas Gerais”. Quem sabe assim você não se transformará em ouro-finense. Por puro encanto.

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